




Eles são fotógrafos, estilistas, músicos, designers, artistas. A maioria é bem-sucedida. Alguns, como o cantor Devendra Banhart, são celebridades propriamente ditas. Não se vestem do mesmo jeito nem partilham as mesmas crenças, mas, em um ponto, estão unidos: todos escolheram se retirar da corrida maluca e do “ruído cultural” das metrópoles para construir uma vida que mixa, em doses mais generosas, trabalho e prazer.
De preferência em grande estilo, num lugar paradisíaco, hypado e bem escondido. Com você, a geração que está reinventando as aspirações dos anos 60 para o novo milênio: os gypsets .
No livro Gypset style , descreve esses “novos nômades” como um grupo sofisticado e desprendido, que acredita mais em casar lazer e criatividade na rotina do que aproveitar folgas em resorts cinco estrelas ou condomínios exclusivos. “Os gypsetters propõem uma solução alternativa para a vida”, diz Julia. Eles integram trabalho e diversão e alternam temporadas em refúgios exóticos com viagens pelo mundo. “O estilo gypset não está centrado no dinheiro, mas no gosto adquirido por quem conhece tanto os prazeres da alta cultura quanto os mais simples.”
O espírito de liberdade dos gypsetters, acredita a autora, deve algo aos beatniks, aos mochileiros, aos hippies e até às raves dos anos 90, que fizeram ressurgir o desejo da “viagem” — em vários sentidos — depois da caretice yuppie. Mas deve, principalmente, aos ciganos, com seu gosto pela vida nômade. “Eles são os primeiros freelancers da história.” Aos jet setters, essa nova tribo deve sua maneira sofisticada de explorar o mundo. O termo, criado nos anos 60, designava os bacanas que viviam pulando entre destinos então cotados (Jamaica, Sardenha, St. Tropez), como se a vida fosse “um interminável coquetel pelo mundo”. Hoje, as diferenças são enormes, diz Julia. “Os jet setters viraram um grupo convencional, que segue modas. Os gypsetters acham os luxos que podem ser comprados pouco interessantes.
E uma das tendências desse verão 2011 é o espirito Gypset , aquele lifestyle dos 70’s que transpõe para o jetset a liberdade dos ciganos, errantes, avessos à ostentação e desinteressados pelas tendências. É esse o espírito do verão 10 , com cáftans longos e curtos, mini vestidos com ricos bordados de metais, aplicações de rendas de algodão... Excessos apenas nos acabamentos, pontos e pespontos, costuras e bordados. Tudo arrematado por bijoux e acessórios importantes.
Uma moda ao mesmo tempo sofisticada e despretenciosa !!! Acho lindo esse style !!!
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